domingo, 21 de junho de 2009

Os acasos.

Estava a subir para o Santiago Alquimista e já tinha visto a tua t-shirt vermelha.
Os acasos.
Estava a subir e já tinha reparado no teu ar despreocupado encostado ao carro.
Os acasos.
Falar-te sem saber o que dizer.
Os acasos.
Querer dizer alguma coisa, e só sair um Sorriso.

(E durante uns momentos parei a pensar onde nos perdemos. Eras o meu melhor amigo. Sentava-nos horas e horas seguidas, a falar sem parar, a ouvir-te. A rir. A beber uns copos. A fazer-te o IRS! A falar dela, a falar dele. Era fixe, a nossa cena.
Sei onde nos perdemos.)

Os acasos.
A caminho do carro. E lá estavas tu.
Os acasos.
Lembro-me de me sentar ao pé de ti, e "sair" dali e relembrar o antigamente.
Os acasos.
E seguimos.
E eu queria dizer-te alguma coisa, um Desculpa talvez, e reparo que já não tenho o teu numero no meu telemovel...
Os acasos.
Reparo que ainda sei o teu numero de telefone de cor.

E foi assim que ainda conseguimos ver o nascer do Sol na varanda do Lux.
Matar saudades, e guardar expectativas.

Os acasos, serão acasos?

1 comentário:

Nuno disse...

não acredito nos acasos...