segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A procura.
- Que é estás a fazer?
- Á procura.
- De quê?
- De coisas.
- Que coisas?
- Não sei.
- Para quê?
- Não sei.
- Achas que isso te trará alguma coisa de bom.
- Não. Tenho a certeza que não.
- Então que estás a fazer?
- À procura de coisas que me façam recuar.
- Mas queres recuar do quê?
- Não sei. Quero andar para trás. Para a ingenuidade. Para os tempos que a realidade pouco ou nada importava.
- Mas porquê?
- Porque acredito que aquele amor verdadeiro, só existe se for ingénuo. E só o sinto se for assim.
- Então o que mudou?
- Nada. E tudo. É como se levasse estalos para a realidade, como se estivesses a ser reanimada por aquelas pás que se vê nos filmes.
- E não podes simplesmente viver com isso?
- Tem dias que sim. Tem dias que não.
- Então que estás a fazer?
- À procura. Da saída.
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